Sistema de ordenha: a estabilidade de vácuo

No último post da nossa série sobre o sistema de ordenha, falamos sobre Reserva Efetiva de Vácuo e a sua importância dentro do sistema. Lembrando sempre que a Estabilidade de Vácuo fecha o ciclo da base de todo o processo para que um equipamento de ordenha funcione o mais parecido possível com as terneiras (bezerras), respeitando a natureza e mantendo a saúde da glândula mamária, ou seja, pensando mais na vaca.

Mas o que é a estabilidade de vácuo?

Conceitualmente falando, existem vários entendimentos ou sinônimos de estabilidade: constância, equilíbrio, harmonia, entre outros. Pois bem, é isto que precisamos promover em qualquer equipamento de ordenha, em conjunto com a produção e a reserva efetiva de vácuo.

Um equipamento sem estabilidade prejudica as funções e resultados de trabalho do equipamento, impactando diretamente na produção e saúde da vaca. GPR (Gradiente da Pressão Reversa ou Refluxo), deficiências na pulsação, Hiperqueratose, deslizamento de teteiras e manutenção da rotina da vaca são alguns dos problemas que a instabilidade de vácuo pode causar em um equipamento de ordenha.

A correta sucção e o transporte do leite também dependem da Estabilidade de Vácuo, bem como da manutenção preventiva do equipamento. O vácuo desregulado e instável certamente tem como resultado a incidência de mastites, se não corrigido o mais rápido possível.

A Estabilidade de Vácuo também contribui para a manutenção da liberação de ocitocina durante o processo da descida do leite, o que potencializa a capacidade genética de produção de cada vaca.

Dimensionar bem um equipamento, unidade final, tubulação de vácuo, tubulação de leite, e principalmente incluir na composição do equipamento um regulador de vácuo eficiente e no local certo, interfere diretamente na estabilidade de vácuo.

Muitos dos problemas que encontramos a campo e que causam instabilidade nos equipamentos instalados estão ligados a não observância destes itens. Além disso, o desconforto que um vácuo inadequado causa no animal certamente leva ao aumento de problemas sanitários, como a qualidade do leite produzido e a longevidade das vacas de cada propriedade.

Como resolver este problema?

Para garantir uma correta produção, a reserva e estabilidade de vácuo são fundamentais. O equipamento de ordenha deve ser projetado e instalado dentro do conceito necessário para o rebanho a ser ordenhado e, passar por manutenção preventiva periodicamente. Fatores ambientais devem ser levados em consideração na hora da montagem, como a variação de altitude em relação ao nível do mar na propriedade onde o equipamento de ordenha será instalado, de forma que este supra a necessidade dos diferentes tamanhos, formatos e níveis de automação instalados junto projeto.

Um local inadequado de instalação, a total indiferença em relação aos cuidados periódicos, projetos inadequados de formato e dimensões de todo equipamento aumentam o custo de manutenção, interferem no funcionamento e na vida útil do mesmo, sem contar com os prejuízos causados nas vacas.

Diferenciais comparativos em relação à engenharia, projeto, construção e funcionamento de uma bomba de vácuo ideal são frutos de muita pesquisa, conhecimento de campo, constante desenvolvimento e evolução de um equipamento de ordenha que respeita as vacas que estão sendo ordenhadas.

Desta forma, o sucesso da sua ordenha e a saúde do seu rebanho está diretamente relacionado ao bom funcionamento do seu equipamento, à sua montagem correta e à manutenção periódica.

Gostou deste post? Então fique de olho que nas próximas semanas falaremos um pouco mais sobre as diferentes partes e processos de um sistema de ordenha.

Enquanto isso, que tal conhecer melhor os sistemas de ordenha Ordemax?

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